terça-feira, 22 de setembro de 2015

 
 ' A VOZ DA BARRA'  ( 02/03/80)
Um jornal a serviço da comunidade
 
 
LIGAÇÃO ASFALTICA BARRA DO TURVO - BR 116

Como é de conhecimento da população, Barra do Turvo terá ligação asfáltica com a BR 116.
 trecho, que é de aproximadamente 32km, foi ganho em concorrência pela firma de terraplanagem Queiroz Galvão, que já fizeram a topografia do trecho e esperam iniciar as obras ainda este mês.
É o progresso que continua chegando até nós.

POLÍTICAS LOCAIS

Em nossa cidade o PDS - Partido Democrático Social já começa a se articular e já circula pela cidade, extraoficialmente a formação de uma chapa para concorrer às eleições municipais do corrente ano, composta pelos seguintes membros: Prefeito : Joaquim Carriel de Lima, Vice-prefeito: Wanderlei Evangelista Machado,, Vereadores: Iranei, Ademar, Luiz Dias, Vicente, Amadeu, professor Benedito e outros.
NOTA: segundo informações, o primeiro cidadão barrense a filiar-se ao PDS foi o sr.Wanderlei Evangelista Machado que, segunda feira p.p.esteve no Palácio dos Bandeirantes, em São Paulo, juntamente com o prefeito municipal, Waldemar Gonçalves dos Reis e o presidente da Câmara, José Carlos Onório.

COMUNIDADO:

O Serviço Eleitoral de Barra do Turvo informa que, os interessados em transferência e requerimento de título, que os mesmos só poderão ser requeridos somente até o dia 04 de agosto do corrente ano.
Os interessados deverão dirigir-se ao Escritório do serviço Eleitoral, situado a Rua Rio Juruá, 190 (antiga oficina do sr, Romálio), levando 3 fotos 3x4 e um documento pessoal.

JUNTA DO SERVIÇO MILITAR

Alô jovens nascidos em 1962, de janeiro a junho é a época de vocês se alistarem, cumprindo um dever cívico para com a Pátria.
Procure a J.S.M. ou a Prefeitura Municipal da sua cidade munido de 3 fotos 3x4, com paletó e gravata, com data e a Certidão de nascimento. Se depender de nós, você não se atrasa.

INTERDITADA UMA PISTA DA BR 116

O  D.N.E.R interditou um trecho da pista no sentido Curitiba- São Paulo, na altura do km 553, entrada para Barra do Turvo, para fazer reparo no local danificado pelas recentes chuvas.
O trânsito está se processando numa só pista.  ( P.S. Eu só encontrei a primeira página dessa edição. Stanis Silva

A VOZ DA BARRA

"A VOZ DA BARRA"  (16/02/80)
Um jornal a serviço da comunidade.

Editorial

Olá pessoal!
Aqui estamos novamente, com o segundo número de "A VOZ DA BARRA', com a finalidade de chamar a atenção de vocês sobre o que ocorre nos diversos setores e procurando fazer uma coletânea dos principais fatos que mais interessam à comunidade.

Este modesto jornal não "nasceu" com a finalidade de criar (criticar)  ou defender este ou aquele lado e sim, servir de veículo informativo para todos e também ser um defensor dos interesses da comunidade.

Tem também como meta a melhor integração da comunidade, para que juntos possamos formar uma força capaz de propiciar mais progressos e melhorias para o lugar.

Não vamos apenas criticar de braços cruzados, o que os outros fazem, vamos, isto sim, procurar ajudar naquilo que melhor sabemos fazer, para juntos criar para nós mesmos e para nossos filhos, dias de mais esperanças e alegrias.

Neste segundo número vamos falar do petróleo, (tá na moda), de televisão, (aquele velho problema) de carnaval e muitos outros assuntos do seu interesse.

Esperamos que você continue nos prestigiando e cooperando conosco damaneira que lhe for possível.

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BARRA DO TURVO TERÁ CANAL 2 

Segundo informações prestadas pelo Sr. Waldemar Gonçalves dos Reis, prefeito municipal de Barra do Turvo, que participou de uma reunião de Prefeitos do Vale do Ribeira a respeito da recepção de canais de tv para o Vale, se comentou que na referida reunião, que estão integrados a AMITEL(*) 12 Municípios, sendo que destes, apenas 7 são beneficiados por este órgão, tendo boa recepção, enquanto que os outros 5 municípios não recebem tais benefícios, isso porque uns colaboraram com o órgão, outros, por falta de boa vontade de seus dirigentes ou por possuirem aparelhagem de recepção, se negam a colaborar com a AMITEL.

Em vista disso, a AMITEL levou o problema a SETASA - Serviços Especiais de Telecomunicações do Estado de São Paulo S/A, órgão do Governo vinculado a Secretaria do Interior, responsável  pela retransmissão de imagens de TV, que após vários estudos em convênio com a SUDELPA - Superintendência do Desenvolvimento do Litoral  Paulista, de recondicionarem os atuais aparelhos em funcionamento em algumas cidades do Vale e, concomitantemente, instalarem, até julho deste ano, uma antena para retransmissão para todo o Vale, da TV CULTURA CANAL 2.
 Esta torre ficará localizada no morro da Bela Vista, entre Pedro de Toledo e Iguape.

Barra do Turvo e mais 4 municípios não gozarãodos benefícios desta antena, mas este impasse será sanado com a colocação de uma antena retransmissora na região do baixo Vale.

Partindo daí, as prefeituras que quiserem, poderão optar pela colocação de outros canais além deste a ser fixado pela SETASA.

NOTA: Segundo informações de fontes fidedignas o aparelho captor de imagens que se acha em fase de acabamento e em breve será instalado em nossa cidade para o nosso lazer, até o final do mes..

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PENSAMENTO:
" Não julgue o valor dos homens pela sua aparência  ou pelo seu traje, lembre se de que em uma caixinha de aparência desprezivel pode conter um grande tesouro". Stanis  (16/02/80)

sábado, 15 de dezembro de 2012

A V I D A


A TEIA DE ARANHA

A TEIA DE ARANHA...

Uma vez um homem estava sendo perseguido por vários malfeitores que queriam matá-lo. O homem, correndo, virou em um atalho que saía da estrada e entrava pelo meio do mato e no desespero elevou uma oração a Deus da segu
inte maneira:

- Deus Todo Poderoso fazei com que dois anjos venham do céu e tapem a entrada da trilha para que os bandidos não me matem.


Nesse momento escutou que os homens se aproximavam da trilha onde ele se escondia e viu que na entrada da trilha apareceu uma minúscula aranha. A aranha começou a tecer uma teia na entrada da trilha.


O homem se pôs a fazer outra oração cada vez mais angustiado:


- Senhor, eu vos pedi anjos, não uma aranha. Senhor, por favor, com tua mão poderosa coloca um muro forte na entrada desta trilha, para que os homens não possam entrar e me matar.


Abriu os olhos esperando ver um muro tapando a entrada e viu apenas a aranha tecendo a teia. Estavam os malfeitores entrando na trilha, na qual ele se encontrava esperando apenas a morte.


Quando passaram em frente da trilha o homem escutou:


- Vamos, entremos nesta trilha!

- Não, não está vendo que tem até teia de aranha!?
Nada entrou por aqui. Continuemos procurando nas
próximas trilhas.

Confia no teu Deus por qual orou...

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O GRANDE HOMEM



É tranqüilo, calmo, paciente, não grita, nem desespera… Pensa com clareza, fala com inteligência, vive com simplicidade… É do futuro, não do passado… Sempre tem tempo… Não despreza nenhum ser humano…

Não é vaidoso… Como não anda à cata de aplausos, jamais se ofende… Possui sempre mais do que julga merecer…
Está sempre disposto a aprender, mesmo das crianças… Vive dentro de seu próprio isolamento espiritual, onde não chega nem o louvor nem a censura…

No entanto, seu isolamento 
não é frio: ama, sofre, pensa, compreende…
O que você possui: dinheiro, posição social, nada significam para ele… Só lhe importa o que você é…Despreza a opinião própria, tão depressa verifica o seu erro…

Respeita somente a verdade… Tem mente de homem e coração de menino… 
Conhece-se a si mesmo, tal qual é, e conhece a Deus…

ENTUSIASMO


Entusiasmo

No mundo de hoje, na empresa de hoje, é preciso ser entusiasmado.  A pessoa entusiasmada é aquela que acredita em sua capacidade de transformar as coisas, de fazer com que elas dêem certo.

Entusiasmada é a pessoa que acredita em si. Acredita nos outros. Acredita na força que as pessoas têm de transformar o mundo e a própria realidade.

E só há uma maneira de ser entusiasmado. É agir entusiasticamente! Se esperarmos ter as 
condições ideais primeiro para depois nos entusiasmarmos, jamais nos entusiasmaremos com coisa alguma.

Não é o sucesso que traz o entusiasmo, é o entusiasmo que traz o sucesso. Há pessoas que ficam esperando as condições melhorarem, a vida 
melhorar, o sucesso chegar, para depois se entusiasmarem. A verdade é que jamais se entusiasmarão com coisa alguma.

O entusiasmo é que traz a nova visão da vida.

Como vai seu entusiasmo pelo país, por sua empresa, por seu emprego, por sua família, por seus filhos, pelo sucesso de seus amigos? Se você é daqueles que acham impossívelentusiasmar-se com as condições atuais, acredite: jamais sairá dessa situação.

É preciso acreditar em você. Acreditar na sua capacidade de vencer, de construir o sucesso, de transformar a realidade. Deixe de lado todo o negativismo. Deixe de lado o ceticismo.
Abandone a descrença e seja entusiasmado com sua vida e, principalmente, entusiasmado com você.
Você verá a diferença. Sucesso! 

MEDO DE TENTAR


Aprenda que há mais dos seus pais em você do que você supunha. Aprenda que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens, poucas coisas são tão humilhantes, e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprenda que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, mais isso não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você quer que ame,não significa 
que esse alguém não sabe amar, contudo, o ama como pode, pois existem pessoas que nos amam, mas simplesmente não sabe como demonstrar ou viver isso.

Aprenda que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar-se a si mesmo. 
Aprende que com a mesma seriedade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprenda que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, 
o mundo não pára para que você o conserte. Aprenda que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores...

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte, e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não se pode mais. 
E que realmente a vidatem valor e que você tem valor diante da vida!

Nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o bem que poderíamos conquistar, SENÃO FOSSE O MEDO DE TENTAR.

quarta-feira, 28 de março de 2012

LEVANTE-SE...

É fácil reclamar quando você sofre um desapontamento. 
Fácil e inútil. É fácil encontrar algo ou alguém em quem jogar a culpa. Mas isso raramente melhora a situação.
Quando alguma coisa derrubá-lo, a melhor coisa a fazer é voltar a levantar-se. 

Pessoas de sucesso passam por tantas dificuldades quanto qualquer um, se não mais. A diferença entre o sucesso e o fracasso não é o numero de vezes que você é derrubado.
A diferença esta na velocidade com que você se levanta.
Reclamar e jogar a culpa só faz com que você demore ainda mais para levantar-se. Fazer isso é pior do que desperdício. É totalmente contraproducente.

Quando você se pegar reclamando, pare. Pare, e pergunte-se " O que posso fazer para melhorar esta situação?" Que ações você pode tomar? Que respostas farão a diferença positiva? O que é que fará levantar-se rapidamente?

Deixe os outros reclamarem, jogando a culpa uns nos outros. Existem milhares de pessoas dispostas a fazer isso.
Em vez disso, seja diferente. Levante-se. Focalize sua atenção em avançar e para frente você irá.

Você já esta de pé. Agora é andar, seguir um novo caminho... junto com à esperança que nunca te abandonou.
Vamos!! vou estar em algum lugar... torcendo pelo seu sucesso...

Eu acredito em você...

quinta-feira, 15 de março de 2012

A ENGUIA


A ENGUIA




Ao alvorecer, na pequenina aldeia, à beira-mar, padre João, ainda
estremunhado de sono, vai seguindo a praia branca, a caminho da igrejinha,
que parece ao longe, clara e alegre, levantando no nevoeiro a sua torre
esbelta. Lá vai o bom pároco dizer a sua missa e pregar o seu sermão de
quaresma... Velho e gordo, muito velho e muito gordo, padre João é muito
amado de toda a gente do lugar. E os pescadores que o vêm, vão deixando
as redes e vão também seguindo para a igreja. E o bom pároco abençoa as
suas ovelhas, e vai sorrindo, sorrindo, com aquele sorriso todo bondade e
todo indulgência... À porta da igreja, a Sra. Tomásia, velha devota que o
adora, vem ao encontro dele:
— Padre João! Aqui está um regalo que lhe quero oferecer para o seu
almocinho de hoje...
E tira do cabaz uma enguia, uma soberba enguia, grossa e apetitosa, viva,
remexendo-se.
— Deus te pague, filha! — diz o bom padre, — e os seus olhos fulguram,
cheios de júbilo e gula. E segura a enguia, e vai entrando com ela na mão,
seguido da velha devota. Que bela enguia! e padre João apalpa
voluptuosamente o peixe...
Mas já aí vem o sacristão. A igreja está cheia... A missa vai começar...
Que há de fazer o padre João da sua formosa enguia? Deixá-la ali, expô-la
ao apetite do padre Antônio, que também é guloso? Padre João não hesita:
levanta a batina e com um barbante amarra a enguia em roda da cintura.
A missa acaba. Padre João, comovido e grave, sobe ao púlpito rústico da
igreja. E a sua voz pausada começa a narrar a delícia da abstinência e das
privações: é preciso amar a Deus... é preciso evitar as torpezas do mundo...
é preciso fugir das tentações da carne... E o auditório ouve com recolhimento
a palavra suave do seu bom pároco.
Mas, de repente, que é aquilo? Os homens abrem os olhos espantados;
remexem-se as mulheres, levantando curiosamente os olhares para o
púlpito... É que, na barriga do padre João, debaixo da batina, alguma coisa
grossa está bolindo... E já na multidão de fiéis correm uns risinhos
abafados...
Padre João compreende. Pobre pároco! pobre pároco atrapalhado! cora até
a raiz dos cabelos, balbucia, fica tonto e confuso. Depois, cria coragem e,
vencendo a vergonha, exclama:
— Não é nada do que pensais, filhas! não é carne! é peixe! é peixe! não é
carne!...
E sacode no ar, com a mão tremula, a enguia da senhora Tomásia...





sexta-feira, 2 de março de 2012

Q U AN D O...

QUANDO...

Quando você acordar numa manhã linda e não ficar contente;
Quando alguém sorrir com sinceridade e você não sentir aquela
sensação gostosa no peito;

Quando ouvir uma piada engraçada e não tiver um mínimo de humor  para rir; Quando não souber apreciar uma paisagem, mesmo que  seja um dia nublado de uma cidade poluída;

Quando você ouvir uma bela música e não sonhar;
Quando alguém lhe abraçar e você não perceber
que ali tem uma vida pulsando;

Quando estiver comendo um alimento e não souber
o valor de uma degustação;

Quando você se esquecer de algo legal que lhe aconteceu;
Quando um dia você não mais se apaixonar pelas
coisas que a vida lhe presenteia;

Quando não perceber mais seu coração falando;
Quando naquele momento de silêncio, você não
se notar e achar que é solidão;

Quando não se arrepender das asneiras que você já fez;
Quando achar que é melhor que as pessoas que estão à sua volta e sabe tudo e todos são menos que você;

Quando ler algo que diz coisas maravilhosas e você achar babaquice; Quando você não se preocupar com quem gosta de você; Quando você olhar o céu à noite vendo as estrelas e não sentir aquela saudade e ao mesmo tempo não analisar como as coisas que você almeja são insignificantes perante a natureza;

Quando tudo isso acontecer lamento informar-lhe,
mas você morreu!


quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

FEITO NO ESCURO

FEITO NO ESCURO...
 

Ele era branco, e ela branca,
Ambos claros como a luz...
Casaram. Baile de arranca,
E pagodeira de truz...
O mais formoso dos ninhos
Era a casa, à beira-mar,
Onde, como dois pombinhos,
Foram os dois arrulhar.
Só eles... e um cozinheiro,
Que era o crioulo Manuel,
Crioulo lesto e ligeiro,
Obediente... e fiel.
Ali, Amor assentava
Os seus doces arraiais,
E o mar, gemendo, invejava
Aqueles beijos... e o mais.
.....................................................
Nove meses decorridos,
Uma notícia correu:
Escutaram-se os vagidos...
E o morgadinho nasceu!
Que horror! que espanto! o menino,
Filho daquela afeição,
Era belo e pequenino,
Mas... preto como carvão!...
O marido, ardendo em chama,
Fígado cheio de fel,
Quer, ali mesmo na cama,
Estrangular a infiel.
Ela, porém, que o conhece,
Pergunta: — “Você que tem?
“Você maluco parece...
“Reflita um pouco, meu bem!
“Bem lhe eu dizia, homem duro!
“Porém, você a teimar...
“Olhe! o que é feito no escuro,
“Sempre há-de de escuro ficar!
“Pois... o pobre pequenino...
“Feito de noite... bem se vê...
Cada qual tem seu destino....
“O culpado foi você...”.
Tudo acaba em alegria...
Mas o Manuel, no fogão,
Malicioso sorria,
E temperava o feijão.

O V A S O

                              O VASO
 
                             Oh! o lindo, o lindo vaso que Celina possuía! e com que carinho, com que meiguice tratava ela as flores daquele vaso, o mais belo de toda a
aldeia!
Levava-o a toda a parte: e, no seu ciúme, na sua avareza, não queria
confiá-lo a ninguém, com medo de que mãos profanas estragassem as raras flores que nele viçavam. Ela mesma as regava, de manhã e à noite: ela mesma as catava cuidadosamente todos os dias, para que nenhum inseto as
roesse ou lhes poluísse o acetinado das pétalas. E em toda a aldeia só se
falava do vaso de Celina. Mas, a rapariga, cada vez mais ciosa do seu
tesouro, escondia-o, furtava-o às vistas de todo o mundo. Oh! o lindo, o
lindo vaso que Celina possuía!
Certa vez, (era por ocasião das colheitas) Celina acompanhou as outras
raparigas ao campo. A manhã era esplêndida. O sol inundava de alegria e de
luz a paisagem. E as raparigas iam cantando, cantando; e as aves nas
árvores, gorjeando, e as águas do riacho nos seixos da estrada,
murmurando, faziam coro com elas. E Celina levava escondido seu vaso. Não
quisera deixá-lo em casa, exposto à cobiça de algum gatuno. E os rapazes
diziam: “Aquela que ali vai é Celina, que possui o mais belo vaso da
aldeia...”
Por toda a manhã, por toda a tarde, a faina da colheita durou. E,
quando a noite desceu, cantando e rindo as raparigas desfilaram, de volta à
aldeia. Celina, sempre retraída, sempre afastada do convívio das outras,
deixou-se ficar atrasada. E, sozinha, pela noite escura e fechada, veio
trazendo o seu vaso precioso...
Dizem na aldeia que aqueles caminhos são perigosos: há por ali,
rodando nas trevas, gênios maus que fazem mal às raparigas...
Não se sabe o que houve: sabe-se que Celina, chegando à casa, tinha
os olhos cheios de lágrimas, e queixava-se, soluçando, de que haviam
roubado as flores do seu vaso. E não houve consolação que lhe valesse, não
houve carinho que lhe acalmasse o desespero. E os dias correram, e
correram as semanas, e correram os meses, e Celina, desesperada, chorava
e sofria: “Oh! as flores! as flores do meu vaso que me roubaram!...”
Mas, no fim do nono mês, Celina consolou-se. Não tinha recuperado as
flores perdidas... mas tinha nos braços um pimpolho. E o João das Dornas,
um rapagão que era o terror dos pais e dos maridos, dizia à noite, na
taverna, aos amigos, diante dos canecos de vinho:
— Ninguém roubou as flores da rapariga, ó homens! eu é que lhes fiz
uma rega abundante, por que não admito flores que estejam toda a vida
sem dar frutos...

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

AS SETE VERDADES DO BAMBU

AS SETE VERDADES DO BAMBU

Depois de uma grande tempestade, o menino que estava passando férias na casa do seu avô, o chamou para a varanda e falou: Vovô, corre aqui ! 

Me explica como esta figueira, árvore frondosa e imensa, que precisava de quatro homens para abraçar seu tronco se quebrou, caiu com vento e com chuva, e...

...este bambu tão fraco continua de pé ? Filho, o bambu permanece em pé porque teve a humildade de se curvar na hora da tempestade. A figueira quis enfrentar o vento. O bambu nos ensina sete coisas. Se você tiver a grandeza e a humildade dele, vai experimentar o triunfo da paz em seu coração.

A primeira verdade que o bambu nos ensina, e a mais importante, é a humildade diante dos problemas, das dificuldades. Eu não me curvo diante do problema e da dificuldade, mas diante daquele, o único, o princípio da paz, aquele que me chama, que é o Senhor.

Segunda verdade: o bambu cria raízes profundas. É muito difícil arrancar um bambu, pois o que ele tem para cima ele tem para baixo também. Você precisa aprofundar a cada dia suas raízes em Deus na oração.

Terceira verdade: Você já viu um pé de bambu sòzinho? Apenas quando é novo, mas antes de crescer ele permite que nasça outros a seu lado (como no cooperativismo). Sabe que vai precisar deles. Eles estão sempre grudados uns nos outros, tanto que de longe parecem com uma árvore. Às vezes tentamos arrancar um bambu lá de dentro, cortamos e não conseguimos. Os animais mais frágeis vivem em bandos, para que desse modo se livrem dos predadores.

A quarta verdade que o bambu nos ensina é não criar galhos. Como tem a meta no alto e vive em moita, comunidade, o bambu não se permite criar galhos. Nós perdemos muito tempo na vida tentando proteger nossos galhos, coisas insignificantes que damos um valor inestimável. Para ganhar, é preciso perder tudo aquilo que nos impede de subirmos suavemente.

A quinta verdade é que o bambu é cheio de “nós” ( e não de eu’s ). Como ele é ôco, sabe que se crescesse sem nós seria muito fraco. Os nós são os problemas e as dificuldades que superamos. Os nós são as pessoas que nos ajudam, aqueles que estão próximos e acabam sendo força nos momentos difíceis. Não devemos pedir a Deus que nos afaste dos problemas e dos sofrimentos. Eles são nossos melhores professores, se soubermos aprender com eles.

A sexta verdade é que o bambu é ôco, vazio de si mesmo. Enquanto não nos esvaziarmos de tudo aquilo que nos preenche, que rouba nosso tempo, que tira nossa paz, não seremos felizes. Ser ôco significa estar pronto para ser cheio do Espírito Santo.

Por fim, a sétima lição que o bambu nos dá é exatamente o título do livro: ele só cresce para o alto. Ele busca as coisas do Alto. Essa é a sua meta.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

UMA HISTÓRIA DE AMOR

UMA HISTÓRIA DE AMOR

Era uma vez uma ilha, onde moravam os seguintes sentimentos: a Alegria, a Tristeza, a Vaidade, a Sabedoria, o Amor e outros.
Um dia avisaram para os moradores desta ilha que ela ia ser inundada. Apavorado, o Amor cuidou para que todos os sentimentos se salvassem; então ele falou:
- Fujam todos, a ilha vai ser inundada!!!
Todos correram e pegaram seus barquinhos para irem para um morro bem alto.
 Só o Amor não se apressou, pois queria ficar um pouco mais com sua ilha. Quando já estava se afogando, correu para pedir ajuda.
Estava passando a Riqueza e ele disse:
-Riqueza, leve-me com você. Ela respondeu:
- Não  posso, meu barco esta cheio de ouro e prata e você não  vai caber.
Passou então  a Vaidade e ele pediu:
- Oh! Vaidade, leva-me com você...
- Não posso, vai sujar meu barco. Logo atrás vinha a Tristeza.
- Tristeza, posso ir com você
- Ah! Amor, estou tão triste que prefiro ir sozinha.
Passou a Alegria, mas estava tão alegre que nem ouviu o Amor chamar por ela.
Já desesperado, achando que ia ficar só, o Amor começou a chorar.
Então passou um barquinho, onde estava um velhinho, então ele falou:
- Sobe, Amor que eu te levo.
O Amor ficou radiante de felicidade que esqueceu de perguntar o nome do velhinho
Chegando ao morro alto onde estavam os sentimentos, ele perguntou a Sabedoria:
-Sabedoria, quem era o homem que me trouxe aqui Ela respondeu:
- O Tempo.
- O Tempo?  Mas porque só o Tempo me trouxe aqui ?
- Porque só o Tempo é capaz de entender um grande Amor...
  (autor desconhecido)



sábado, 18 de fevereiro de 2012

O T O L O


O Tolo

                  
Conta-se que numa pequena cidade do interior um grupo de pessoas se divertia com o idiota da aldeia. Um pobre coitado de pouca inteligência, que vivia de pequenos biscates e esmolas.
Diariamente eles chamavam o bobo ao bar onde se reuniam e ofereciam a ele a escolha entre duas moedas - uma grande de 400 réis e outra menor, de dois mil réis. Ele sempre escolhia a maior e menos valiosa, o que era motivo de risos para todos.

Certo dia, um dos membros do grupo chamou-o e lhe perguntou se ainda não havia percebido que a moeda maior valia menos.

"Eu sei" - respondeu o não tão tolo assim - "ela vale cinco vezes menos, mas
no dia que eu escolher a outra, a brincadeira acaba e não vou mais ganhar
minha moeda."


Pode-se tirar várias conclusões dessa pequena narrativa.

A primeira: quem parece idiota, nem sempre é. Dito em forma de pergunta:
quais eram os verdadeiros tolos da história?

Outra: se você for ganancioso, acaba estragando sua fonte de renda.

Mas a conclusão mais interessante, a meu ver, é a percepção de que podemos
estar bem, mesmo quando os outros não têm uma boa opinião a nosso respeito.

Portanto, o que importa não é o que pensam de nós, mas o que realmente
somos.

"O maior prazer de um homem inteligente é bancar o
idiota diante de um idiota que banca o inteligente".

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

DISCURSO SEM "A"


 DISCURSO SEM  "A"


Discurso pronunciado no Instituto Histórico da Bahia pelo ilustre homem de letras, Dr. Antonio de Sá, no qual não foi empregada uma só vez a letra "A", vogal usadíssima e julgada quase imprescindível na escrita fluente.

"Meus ilustres e digníssimos consócios. Meus senhores.
Muito humilde sócio que vou ser deste Instituto, eu vos direi sem orgulho que me oculte; errou no que pretendeu, perdeu no que colime, esse que de mim muito esperou em prol deste luzido grêmio, que sem o meu débil concurso, vive com brilho e vence com fulgor.
Sim; porque eu, que neste momento vos dirijo um verbo simples e despretensioso, cumprindo somente o desejo de exprimir o sentimento de pupilo de que me possuo, por ter sido no vosso doce e utilíssimo convívio, no meu viver, quer como homem público, quer como eficiente de um tempo ido, sem dons que me nobilitem, sem luzes que me guiem no presente no presente em rumo do futuro; em pouco, em muito pouco, posso proteger o curso luminoso deste conjunto de homens eminentes, deste grêmio benemérito, por isso que, nem de leve fulgem em mim resquícios de primor.
Fizestes, escolhendo-me vosso consócio, como os espíritos superiores, que por isso mesmo surtem vôos sobre míseros preconceitos.
Eis o motivo por que eu me deixei prender nos elos do vosso gentil convite, e devo dizer-vos, sincero, quem fui, quem sou e quem serei, vencendo o pórtico deste templo, repleto de fulgores.
Quem fui? O débil rebento de um tronco bom e sobretudo honesto, em cujo viver de espírito só de virtudes vi florirem, e vícios nem de longe.
Eduquei-me sob o influxo do bem e tive por complemento dos meus humildes e virtuosos genitores um excelente mestre, conhecido de todos vos, que tem sido entre nós erguido em mil louvores, que nem lhe podem dizer bem o seu merecimento entre os velhos, entre os moços e entre os que recebem no presente o brilho de eleitos, fulgindo como um sol que incidisse nos pequenos cérebros sequiosos de luz.
Do colégio, de que conservo vivo o exemplo do bom e do honesto fui vencer o tirocínio superior, onde, por muito feliz, entre docentes e condiscípulos tive desde o início, Orivindo, felinto, Leovigildo e Guerreiro, homens sem deslizes, em meio de muitos outros discentes como eu.
Tenho por mim neste recinto quem vos pode dizer se me exprimo bem ou se sou sincero neste ponto.
Depois, colhidos os louros de um torneio vencido, penetrei no mundo de desilusões, supondo, ingênuo que fui, fosse o viver um eterno sofrer. Dentro em pouco, porém, vi que o sorriso dos moços nem sempre é prenúncio de um futuro venturoso e sim o prólogo de um sofrer contínuo ou de um existir repleto de desgostos.
E eu sofri...
Sem que desperte dores no recesso do meu peito, eu vos direi: fúnebre dobre de sino, ouvido por mim, filho extremoso, pelo espírito desse que me deu o ser e que se foi, morrendo como um justo, entre outros golpes bem fundos foi o primeiro que me fez sentir negrumes no viver. Superior, porém, eu fui vencendo os óbices do existir tendo como tive e felizmente tenho, consorte e filhos, meus enlevos, que me impelem, cheio de vigor, pelo trilho em que me tenho conduzido neste mundo rico de dores, e pobre mesmo, de momentos felizes como este, no vosso convívio.
Quem sou? Um pequeno servo de Themis, que fiz do Direito em si, o ponto em que reside mesmo o bem dos homens e que deus quis fosse tido por nós, como virtudes e que dele mesmo nos viu, por intermédio dos conhecimentos que todos devemos ter dos nossos e dos direitos dos outros.
Eu vos disse no princípio, que tínheis feito de mim um juízo imerecido,escolhendo-me vosso consócio. Disse e repito. Fostes bons e fostes generosos em excesso.
Com o serdes gentis, erguestes m simples, cioso de tudo, dos estudos que elevem e dignifiquem, por meio dos conhecimentos científicos, vendo, ouvindo e lendo, como se, de cérebro sem luz, seguisse, sem temores, no intuito de vencer.

" D E U S "

                    “DEUS”

Passei tanto tempo te procurando......
Não sabia onde estavas, olhando para o infinito, não Te via...
E pensava comigo mesmo, será que Tu existes !
Não me contentava na busca e prosseguia,
Tentava Te encontrar nas religiões e nos templos
Tu também não estavas.
Te busquei através dos sacerdotes e pastores,
Também não Te encontrei.
Senti-me só, vazio, desesperado e descri.
E na descrença, Te ofendi,
E na ofensa tropecei,
E no tropeço caí,
E na queda senti-me fraco.
Fraco  procurei socorro
No socorro encontrei amigos,
Nos amigos encontrei carinho,
No carinho eu vi nascer o amor
Com amor eu vi um mundo novo.
E no mundo novo resolvi viver,
O que recebi, resolvi doar
Doando alguma, coisa muito recebi.
E, em recebendo, senti-me feliz,
E ao ser feliz, encontrei a paz
E tendo a paz foi que enxerguei
Que dentro de mim é  que Tu estavas
E sem procurar-Te
Foi que Te encontrei.

sábado, 6 de março de 2010

COMO OS CÃES


                              COMO OS CÃES
— Não é possível, senhora! — dizia o comendador à esposa — não épossível!
— Mas se eu lhe digo que é certo, seu Lucas! — insistia a D. Teresa —
pois é mesmo a nossa filha quem m’o disse!
O comendador Lucas, atônito, coçou a cabeça:
— Oh! senhora! mas isso é grave! Então o rapaz já está casado com a menina há dois meses e ainda...
— Ainda nada, seu Lucas, absolutamente nada!
— Valha-me Deus! Enfim, eu bem sei que o rapaz, antes de casar,nunca tinha andado pelo mundo...  sempre agarrado às saias da tia... sempre metido pelas igrejas.
— Mas — que diabo! — como é que, em dois meses, ainda o instinto não lhe deu aquilo que a experiência já lhe devia ter dado?! Enfim, vou eu mesmo falar-lhe! Valha-me Deus!
E, nessa mesma noite, o comendador, depois do jantar, chamou à fala o genro, um moço louro e bonito, dono de uns olhos cândidos...
— Então, como é isso, rapaz? tu não gostas de tua mulher?
— Como não gosto? Mas gosto muito!
— Tá tá tá... Vem cá! que é que tu lhe tens feito, nestes dous meses?
— Mas... tenho feito tudo! converso com ela, beijo-a, trago-lhe frutas,
levo-a ao teatro... tenho feito tudo...
— Não é isto, rapaz, não é somente isso! o casamento é mais que
alguma cousa! tu tens de fazer o que todos fazem, caramba!
— Mas... não entendo...
— O´ homem! tu precisas... ser marido de tua mulher!
— ... não compreendo...
— Valha-me Deus! tu não vês como os cães fazem na rua?
— Como os cães? ... como os cães?... sim... parece-me que sim...
— Pois, então? Faze como os cães, pedaço de moleirão, faze como os
cães! E não te digo mais nada! Faze como os cães...!
— E, ao deitar-se, o comendador disse à esposa, com um risinho
brejeiro:
— Parece que o rapaz compreendeu, senhora! e agora é que a menina
vai ver o bom e o bonito...

* *
Uma semana depois, a Rosinha, muito corada, está diante do pai, que a
interroga. O comendador tem os olhos esbugalhados de espanto:
— Que, rapariga? pois então, o mesmo?
— O mesmo... ah! é verdade! houve uma coisa que até me espantou... ia-me esquecendo... houve uma cousa... esquisita...
— Que foi? que foi? — exclamou o comendador — que foi?... eu logo vi que devia haver alguma cousa!
— Foi uma cousa esquisita... Ele me pediu que ficasse... assim...
assim... como um bicho... e...
— E depois? e depois?
— E depois... depois... lambeu-me toda... e...
— ...e?
— ... e dormiu!

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

OS ANÉIS (Contos para velhos)

OS ANÉIS
A bela sociedade, a sociedade alegre, composta de rapazes e de
raparigas, estava reunida em roda da larga mesa da sala de jantar,
convertida em mesa de jogo. A velha mãe das raparigas, a gorda Sra.
Manuela Matias, bem sabia que aquelas noitadas de víspora e chá lhe
custavam os olhos da cara... mas que havia de fazer a Sra. Manuela Matias?
— morrera-lhe o marido, deixando-lhe aquelas seis filhas, e — com todos os
diabos! — era preciso casar as raparigas, pois não era? E ali estava a boa
viúva à cabeceira da larga mesa da sala de jantar, embrulhada no seu xaile
de ramagens, vigiando as filhas, que, ao lado dos namorados, iam cobrindo
com os grãos amarelos do milho os cartões do víspora...
Cacilda, a mais velha, (vinte anos, dizia ela; vinte e cinco, diziam as
más línguas) estava ao lado do louro Eduardo, um janota que, às vezes, no
flirt inocente com meninas solteiras, descansa das aventuras mais práticas
com as casadas... Juntos, juntinhos, inclinados sobre os cartões — tão
juntinhos que, de quando em quando, as suas cabeças se tocavam e seus
hálitos se confundiam... E os outros pares iam marcando os números... E
Cacilda e Eduardo — que caiporismo! — tinham os cartões descobertos,
tinham o monte de grãos de milho intacto, sobre a toalha da mesa... E a boa
senhora Manuela Martins, cochilando, embrulhada no seu bonito xaile de
ramagens, presidia àquele divertimento inocente. Então? era preciso casar as
raparigas, pois não era?
De repente, o louro Eduardo deixa escapar da garganta um grito de dor,
de angústia, de horror... E, muito pálido, o louro Eduardo aperta
apressadamente com as mãos a... barriga, enquanto Cacilda baixa a face
inundada de uma onda de rubor.
— Que foi?
— Que foi?
— Que foi?
— Nada... uma dor que me deu... já passou... já passou...
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E, à saída, depois do chá, o louro Eduardo confia ao seu amigo Américo
o segredo do seu grito. E Américo, entre duas risadas, indaga:
— ... com as unhas?
— Qual com as unhas, filho! com os anéis! Eu não sei para que é que
aquela rapariga quer tantos anéis na mão direita! Estou todo arranhado...

Auto Ajuda: Neste Novo Dia...